Nos últimos anos tem havido um aumento da incidência de patologias respiratórias infantis, devido, sobretudo, à evolução dos germes responsáveis pelas infecções respiratórias e à predominância das infecções virais sobre as bacterianas, bem como a um conjunto de factores ambientais associados à poluição e estilo de vida.
As crianças pequenas, devido às diferenças estruturais do seu aparelho respiratório e predisposições genéticas, estão mais susceptíveis a contrair infecções respiratórias. As mais comuns são as pneumopatias e a bronquiolite.
As patologias obstrutivas respiratórias requerem o recurso precoce à fisioterapia respiratória (fisioterapia respiratória de primeira intenção), de forma a diminuir a obstrução brônquica e a hiperinsuflação pulmonar, melhorar a ventilação, optimizar as trocas gasosas e melhorar/diminuir o desconforto respiratório, através da utilização de técnicas de higiene brônquica. A intervenção, por parte da fisioterapia, não deve ser tardia. Não deve ser prescrita apenas após uma antibioterapia ou como último recurso após outras tentativas terapêuticas.
A fisioterapia respiratória é, na maior parte das vezes, precedida de aerossoloterapia broncodilatadora, utilizada para a permeabilização das vias aéreas e hidratação de secreções.